Santander precisa avançar no Acordo Aditivo

O Santander está disposto a renovar o Acordo Aditivo à Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) dos seus funcionários. Porém, o banco espanhol não aceita avançar em nenhuma nova cláusula social, de condições de trabalho e de saúde propostas pela representação dos trabalhadores. Esta foi a conclusão da terceira rodada de negociações, realizada na quarta-feira 8.

“Por dois dias inteiros detalhamos a importância de cada nova cláusula para os representantes do Santander. Eles anotavam e comprometiam-se a avaliar a viabilidade. Quando chegou a hora deles darem o retorno, não apresentaram qualquer justificativa para rejeitar os avanços propostos pelos trabalhadores”, critica a sindicalista e coordenadora da COE Santander (Comissão de Organização dos Empregados), Maria Rosani.

De acordo com a dirigente, o banco quer apartar do acordo questões relacionadas com a saúde e condições de trabalho do Santander. “Há anos debatemos esses temas no Comitê de Relações de Trabalho e no Fórum de Saúde. Sem sucesso. Por isso buscamos avançar nas negociações do Acordo Aditivo.”

“Vemos como positiva a sinalização do banco em relação à renovação. Porém, cobramos que existam avanços em temas importantes como a revisão da política de metas e avaliação de desempenho, licença remunerada para a mulher vítima de violência, empréstimo de férias parcelado, entre outras”, destaca Rosani.

Somente no primeiro trimestre de 2016, o Santander lucrou R$ 1,66 bi, crescimento de 1,7% em doze meses e de 3,3% em relação aos últimos três meses de 2015. Apenas com o que ganha com tarifas, o banco cobre 148% da sua folha salarial.

“O Santander, pelos seus excelentes resultados, tem todas as condições de valorizar os bancários que construíram esses números com muito trabalho”, conclui a dirigente. SEEB-São Paulo

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