Centrais lançam Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora

Com a presença de mais de 300 sindicalistas, as centrais sindicais União Geral dos Trabalhadores (UGT), Força Sindical, CUT, CSB, CTB, Nova Central e Intersindical lançaram, nesta quarta-feira (6), no Sindicato dos Químicos, em São Paulo, a Agenda Prioritária da Classe Trabalhadora (Democracia, Soberania e Desenvolvimento com Justiça Social: Trabalho e Emprego no Brasil).

O documento, que vai pautar as ações das Centrais este ano, será entregue a todos os candidatos à presidência da República, bem como aos deputados e senadores. A entrega desse documento será o início de uma grande mobilização dos trabalhadores em todo o País.

Também foi aprovado que 10 de agosto será o Dia Nacional de Luta, com mobilização e paralisações dos trabalhadores nas principais cidades do Brasil.

Canindé Pegado, secretário Geral da UGT, presente ao ato, destacou a importância da união e da mobilização da classe trabalhadora contra a crise e o desemprego e disse, ainda, que 10 de agosto será um dia de enfrentamento e de alerta à sociedade para o momento que estamos vivendo.

Na fala dos presidentes das Centrais, ficou claro que as eleições de outubro são um importante marco e que se deve buscar o compromisso dos candidatos com uma agenda de desenvolvimento com geração de emprego.

Clemente Ganz Lúcio, diretor do Dieese, abriu o evento e assegurou que a agenda reúne as propostas do movimento para o crescimento. “É uma proposta mínima, que certamente vai ajudar o País a sair da terrível crise econômica que estamos vivendo.”

Sinal de alerta
“O dia 10 é um dia de mobilização, de protesto, por tudo o que tem acontecido no país, com foco principal na questão do desemprego, flagelo maior para a classe trabalhadora”, explica Sérgio Nobre, secretário-geral da CUT, para quem a data servirá de alerta para o país. “Estamos chamando do dia do basta. Quem puder fazer greve, tem que fazer greve; quem puder fazer manifestação, ocupar praças, ruas, que faça. Queremos paz, emprego. Do jeito que estamos, não dá”, acrescenta.

A ideia é que o dia seja marcado por manifestações pelo país, que podem incluir a paralisação de empresas e de categorias, ainda não definidas. “É pelo país. Queremos a retomada das medidas sociais que foram benéficas para o povo”.

“A pauta da manifestação está vinculada ao documento”, complementa Adilson Araújo, presidente da CTB. “O destaque é a questão da revogação da legislação trabalhista porque ela é prejudicial para a classe trabalhadora, e também para a emenda do teto de gastos”, informa.

Além dos pedidos de revogação das reformas e de adoção de medidas emergenciais pela recuperação do emprego, o documento retoma a briga dos sindicatos por jornada de trabalho de 40 horas semanais, mais a possibilidade de fixação de contribuição sindical voluntária definida em assembleia, a regulação do direito de negociação coletiva para os servidores públicos em todas as esferas do governo, reforma tributária progressiva, com revisão dos impostos de consumo e aumento sobre os tributos relativos ao patrimônio, herança, lucros e dividendos, e a retomada de obras de infraestrutura. UGT, Gazeta do Povo

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