Bancários reforçam união em defesa dos direitos da categoria

Joinville – Os bancários de Joinville e região se preparam para enfrentar a Campanha Salarial 2018/2019. Após um acertado acordo de dois anos, fechado em 2016, a campanha deste ano será a primeira a ser realizada sob a nova lei trabalhista (em vigor desde 11 de novembro de 2017).

Por isso, os bancários reunidos nesta noite de 11 de junho na sede do Bancários Joinville, em assembleia geral extraordinária aprovaram as Pautas de Reivindicações elaboradas pelos sindicatos e reforçaram a defesa dos direitos previstos na Convenção Coletiva de Trabalho (CCT) e a defesa da categoria, ameaçada pelos novos tipos de contratos previstos na lei (terceirização irrestrita, trabalho intermitente, autônomo, hipersuficiência).

A defesa dos empregos, com a proibição das demissões em massa; das homologações realizadas nos sindicatos (para garantir que os bancários recebam tudo que lhes é devido em caso de demissão); a manutenção da mesa única de negociações entre bancos públicos e privados; a defesa dos bancos públicos que estão sendo desmontados e preparados para a privatização também serão pontos centrais na Campanha Salarial 2018/2019.

Desconto Assistencial
Não se faz a luta em defesa dos direitos, dos empregos e da categoria sem recursos financeiros para manter a estrutura de sindicatos, mobilizações, greves e outras formas de resistência. Por isso, os bancários presentes aprovaram por unanimidade o desconto de um dia de salário limitado a R$ 150,00 reais para custear a Campanha Salarial 2018/2019, com direito à oposição. O desconto e os prazos de oposição serão largamente divulgados pelo Sindicato (jornal, redes sociais, Info Bancários, website, etc) ao término da Campanha Salarial.

Assembleia Geral Permanente
Os bancários também decidiram a favor sobre a transformação da Assembleia Geral Extraordinária em Assembleia Geral Permanente, permitindo que futuras convocações sejam feitas mediante simples comunicado nos locais de trabalho.

Rejeição à participação do Sindicato em acordo de quitação anual de obrigações trabalhistas
A nova redação do artigo 507 B da CLT, criada pela danosa Reforma Trabalhista do governo Temer, cria o acordo de quitação anual de obrigações trabalhistas. Restou decidido por unanimidade dos presentes, que a diretoria do Sindicato não deve participar ou homologar qualquer acordo relacionado com a quitação anual do contrato de trabalho, por se tratar, via de regra, de uma fraude. A caracterização de fraude está relacionada com o fato dos empregados não disporem livremente de suas vontades, já que os contratos de trabalho ainda estão vigentes, e, portanto o rumo deste contrato de trabalho está absolutamente dependente da vontade patronal. Ou seja, enquanto o contrato de trabalho estiver em vigor, o trabalhador vai fazer o que o empregador mandar – inclusive tomar decisões contra os seus reais interesses.

Bancos podem atender reivindicações?
Os bancos, que lucram cada vez mais alto mesmo com a crise, podem atender às reivindicações da categoria. Somados, os lucros do BB, Caixa, Itaú, Bradesco e Santander chegaram a R$ 77,4 bilhões, o que representa um crescimento de 33,5% em relação aos resultados de 2016. E só nos primeiros três meses deste ano, esses cinco bancos já lucraram R$ 20,6 bi, aumento de 20,4% na comparação com o primeiro trimestre de 2017.

Bancários entregam pauta de reivindicações à Fenaban na quarta (13/06)
A Comissão Executiva Bancária Nacional de Negociações – CEBNN/CONTEC entrega a pauta de reivindicações da categoria à Fenaban no próximo dia 13 de junho (amanhã). A entrega acontecerá às 13h, na Sala do Conselho, no Edifício sede da FENABAN, situada na Av. Brigadeiro Faria Lima, 1485, São Paulo – Capital.

Nesta campanha salarial – conforme ficou definido no Encontro Nacional, realizado em São Paulo de 25 a 27 de maio -, os bancários reivindicam reajuste com base no INPC dos últimos doze meses (setembro/2017 a agosto/2018) mais aumento real de 5%, e aumento real de 10% sobre verbas e benefícios, como vale-alimentação e cesta-alimentação.

Além da questão salarial, a classe pede ainda:
– Contratação de mais bancários para atender a demanda de serviços e evitar a extrapolação da jornada de trabalho;
– Que as homologações das rescisões de trabalho voltem a ser realizadas nos sindicatos, já que alguns bancos, entre eles o Santander, Itaú e Banco do Brasil, vêm realizando essas homologações em suas agências, brecha essa aberta pela reforma trabalhista;
– Maior participação na PLR;
– Fim das metas abusivas e do assédio moral;
– Fim das terceirizações;
– Melhoria da segurança nas agências;
– Melhoria no ambiente de trabalho para prevenir e combater as doenças ocupacionais.

“Precisamos da união da categoria para esta campanha”, destaca o presidente do Bancários Joinville, Valdemar Luz. “Os bancários não fogem à luta. Os bancários são o Sindicato e o Sindicato são os bancários, por isso não temos qualquer dúvida sobre mais uma vitória histórica da categoria”, conclui. Redação Bancários Joinville

Bancarios Joinville

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