Dirigentes sindicais reunem-se em Brasília com diretor da CASSI

Dirigentes sindicais participaram de reunião, na sede da Cassi (Caixa de Assistência dos Funcionários do Banco do Brasil), em Brasília, com o diretor eleito Humberto Almeida. Na ocasião, os sindicalistas tomaram ciência dos fatos relevantes que estão ocorrendo na Caixa de Assistência, onde o BB quer impor um novo modelo de governança e também apresentar mudanças no estatuto da Cassi, o que já foi rechaçado pelas entidades representativas dos funcionários do Banco.

Pelo movimento sindical, participaram Antônio Ribas Maciel Júnior (diretor do Seeb/Cascavel e da Anabb), Carlos Kravicz (Seeb/Ponta Grossa), Gilberto Vieira e José Augusto (Contec).

Na reunião, causou preocupações aos sindicalistas que apenas o diretor eleito Humberto Almeida esteja ao lado do funcionalismo contra os ataques efetuados à Cassi, uma vez que sua diretoria não está sendo convidada para debater o problema estrutural.

Infelizmente só a diretora indicada pelo Banco e os recém-eleitos Luiz Satoru e Sérgio Faraco estão participando das reuniões, que têm por objetivo dar um novo rumo à Cassi.

No dia da reunião na Cassi (21), houve protestos em frente à Cassi por funcionários e entidades sindicais.
Alertamos que Luiz Satoru, diretor recém empossado, havia se comprometido em reunião na Anabb com sindicalistas, no dia 18 passado, de união entre os eleitos contra os ataques à Cassi.

Pelo que temos conhecimento, a última proposta do BB, mesmo havendo flexibilizado algumas questões, além de não contemplar o equilíbrio de sacrifícios, a proposta do Banco não atende às necessidades da Cassi.

Por óbvio que a Cassi necessita de recursos urgentes e uma solução demorada deixa a Cassi em risco, inclusive de intervenção da ANS (Agência Nacional de Saúde), com possível redução de programas de saúde não previstos no rol da ANS.

Concordamos com o aperfeiçoamento do custeio da Cassi, mas necessitamos debater com a empresa sobre as alternativas para manutenção da proporcionalidade contributiva de 60 x 40.

Não concordamos com a proposta do BB de alterações na governança, seja com a proposta de inclusão do voto de minerva pelo Banco ou com a contratação de diretores de mercado, que elevariam as despesas, sem qualquer previsão mensurada de benefícios.

Concordamos com o aperfeiçoamento dos processos administrativos, que dependem exclusivamente da governança e já estão em curso, pelo que sabemos.

Verdade que a TI (Tecnologia de Informática) da Cassi encontra-se ultrapassada, o que é responsabilidade de diretoria ocupada por indicado pelo Banco.

O Banco insiste em adotar imediatamente as recomendações da Resolução CGPAR 23, que se encontra em debate na Câmara Federal e será objeto de questionamento judicial.

Ademais, a própria Resolução CGPAR 23 prevê a garantia dos direitos adquiridos.

No debate ocorrido na terça-feira passada, na Anabb, a proposta do BB foi rechaçada por unanimidade, visto que inconsistente, no nosso entender. É uma ocorrência inédita. SEEB Cascavel

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