Bancários de Joinville e região aprovam proposta da Fenaban

Joinville – Trabalhadores de bancos privados, da Caixa Econômica Federal, do Banco do Brasil e Banrisul aprovaram, em assembleia lotada na noite desta quinta-feira 30, a proposta da Fenaban que prevê reajuste de 5% – reposição total da inflação (INPC) mais aumento real de 1,18% – mais manutenção de todos os direitos históricos da CCT, além de novas conquistas.

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> Perguntas e respostas sobre a Campanha Salarial 2018

A assembleia foi realizada no CRFP dos Bancários, na sede do Sindicato (Rua Nove de Março, 724 – Centro).

A proposição prevê, também, acordo com validade de dois anos, já garantida para 2019 a manutenção de todos os direitos, além da reposição total da inflação (INPC) mais 1% de aumento real para salários e demais verbas (VA, VR, 13ª Cesta, Auxílio-Babá/Creche). A proposta avançou em outras garantias, com a de todos os direitos também para os empregados hipersuficientes (bancários com salários a partir de R$ 11.291,60), criados pela nova lei trabalhista. A priori, esses trabalhadores poderiam estabelecer suas condições de trabalho diretamente com o empregador, e não estariam resguardados pelo acordo coletivo da categoria.

Com a aprovação a primeira parcela da PLR será paga em 20 de setembro.

Aumento real acima da média dos acordos

Levantamento feito pelo Dieese, que levou em conta 4.659 acordos fechados entre janeiro e julho deste ano, mostra que o aumento real médio foi de 0,97%. A força da categoria bancária, na mesa de negociação com os bancos e nas mobilizações em todo o país, garantiu reajuste de 5% com ganho real de 1,18%.

Caixa Econômica Federal

Os bancários da Caixa Econômica Federal também terão 5% de reajuste em 2018 (1,18% de aumento real, além da reposição da inflação medida pelo INPC) e 1% de aumento real em 2019 para os salários, pisos, vales refeição e alimentação e demais verbas; e os direitos contidos no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), incluindo a PLR Social e o Saúde Caixa a todos os empregados admitidos ate 31 de agosto de 2018 e aos aposentados. Os empregados hoje na ativa também manterão o plano quando se aposentarem.

Nas oito negociações específicas da Caixa durante a Campanha Nacional 2018 (veja nos links abaixo), ameaças graves que o governo pretendia impor aos empregados foram afastadas, como a ingerência da CGPAR no Saúde Caixa – que decretaria o fim do convênio – o fim da PLR social, e o limitador da PLR que o Conselho de Administração queria implantar, o que rebaixaria o valor pago aos bancários para menos da metade.

Cláusulas mantidas nos termos do ACT 2016/2018

5ª – Referência de ingresso
6ª – Adiantamento de 13º salário
7ª – Registro de jornada
8ª – Horas extraordinárias
9ª – Adicional de trabalho em horário noturno
14 – Auxílio funeral
15 – Qualidade de vida dos empregados
18 – Tarifas em conta corrente
21 – Parcelamento do adiantamento de férias
23 – Jornada em regime de escala de revezamento
24 – Licença Maternidade
25 – Licença Adoção
26 – Licença Paternidade
27 – Estabilidades provisórias de emprego
29 – Multa por irregularidade em cheque
30 – Vale Cultura
34 – Adicional de insalubridade e de periculosidade
36 – Licença para tratamento de saúde
37 – Trabalho da gestante
38 – Cipa – Comissão interna de prevenção de acidentes
39 – Intervalo para descanso
40 – Comissão de negociação
41 – Desconto de mensalidade sindical
43 – Delegados sindicais
44 – Utilização de malote
45 – Reuniões
46 – Grupo de Trabalho
47 – Negociação permanente
48 – Dissídios e convenções regionais
49 – Sindicalização
50 – Portal da universidade caixa para dirigentes sindicais
53 – Incentivo a elevação da escolaridade
54 – Empréstimo emergencial em caso de calamidade
55 – Comissões de Conciliação Voluntária
57 – Descanso adicional em agências barco
58 – Tesoureiro executivo
59 – Incorporação do REB ao novo plano Funcef
60 – Horas de estudo dentro da jornada

Banco do Brasil

Os bancários do Banco do Brasil também integram a proposta de Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) de dois anos com reajuste de 5% em 2018 – que corresponde à reposição da inflação mais aumento real de 1,18% – e inflação mais ganho real de 1% em 2019 sobre todas as verbas.

Confira abaixo alguns pontos do novo Acordo Coletivo de Trabalho do BB:

Intervalo de almoço

O intervalo de almoço dos funcionários com  jornada de oito horas poderá ser reduzido para 30 minutos, de forma facultativa. Já para os funcionários de seis horas será mantido o modelo atual, sem registro de ponto. A mudança no intervalo dos funcionários de seis horas será discutida ao longo do processo de negociação permanente até que se tenha um entendimento, inclusive em outros bancos.

No caso de horas extras, o tempo mínimo de intervalo para o funcionário de jornada de seis horas, poderá ser de 30 minutos. Diferente de como acontece atualmente, no qual o funcionário é obrigado a fazer uma hora de intervalo.

Banco de horas

Os funcionários terão seis meses para a compensação das horas extras com folgas, sendo um dia acumulado para um dia folgado, e caso a compensação não aconteça em até seis meses, o saldo de horas será convertido em espécie e pago no mês subsequente com o devido adicional de hora extra, ou seja, uma hora e meia.

PLR

Está mantido o mesmo modelo de PLR no Banco do Brasil e o pagamento do primeiro semestre, assim como nos anos anteriores, será logo após a assinatura do acordo.

Manutenção das três avaliações

Foi conquistada a manutenção da cláusula do Acordo Coletivo que garante a observação de três ciclos avaliatórios consecutivos de GDP com desempenhos insatisfatórios, para efeito de descomissionamento.

Mesas temáticas

O acordo mantém a mesa temática sobre Saúde e Segurança no Trabalho, e acrescenta duas novas mesas temáticas: Teletrabalho e Escritórios Digitais e Entidades Patrocinadas de Bancos Incorporados.

Luto

A proposta também inclui um dia de luto para falecimento de padrastos e madrastas do funcionário. E o trabalhador poderá optar pelo recebimento do vale-transporte em dinheiro ou em cartão magnético.

Contribuição Negocial

ATUALIZAÇÃO 14/09/18, 15h

Conforme amplamente anunciado, o Sindicato dos Bancários de Joinville e Região vai devolver os 70% que lhe é cabido, negociados na mesa da FENABAN pelos representantes sindicais, aos bancários que desejarem, mediante o seguinte regulamento:

1. Se você for nosso associado, e deseja a devolução da Contribuição Negocial, não precisa fazer nada, pois já temos seus dados em nosso sistema. Assim que recebermos as listas com os nomes dos bancários e respectivos valores individuais, procederemos o crédito junto ao banco que mantém conta-corrente.

2. Se você for nosso associado e deseja também contribuir com a Contribuição Negocial para continuar garantindo a luta do Sindicato, precisa enviar um e-mail para sirlei@bancariosjoinville.com.br autorizando o Sindicato.

3. Se você não é nosso associado, mas deseja também contribuir com a Contibuição Negocial para continuar garantindo a luta do Sindicato, você não precisa fazer nada.

4. Se você não é nosso associado e deseja a devolução da Contribuição Negocial, é necessário o seguinte procedimento:

a) Aguarde ambos os débitos em sua conta (salário de setembro de 2018 e Adiantamento de PLR);

b) Compareça no Sindicato (Rua Nove de Março, 724 – Centro, Joinville/SC) e assine o requerimento disponível na Central de Atendimento. Ou baixe através deste link: [ clique aqui ]

c) Tire uma cópia de seu contracheque onde constem os débitos que deseja devolução dos 70% que cabem ao Sindicato;

d) Apresente na Central de Atendimento do Sindicato o seu ofício assinado e a cópia de sua folha de pagamento para protocolo;

e) O Sindicato lhe creditará o valor em até 30 dias.

IMPORTANTE: O bancário terá 30 dias após o débito em sua folha como prazo para requisitar a devolução.

Mas como funciona exatamente o desconto da contribuição negocial?

Será 1,5% sobre o salário de setembro com mínimo de R$ 50,00 e teto de R$ 250,00. E de 1,5% sobre a primeira e 1,5% sobre a segunda parcela da PLR com mínimo de R$ 50,00 e teto de R$ 210,00. Ou seja, existem pisos e tetos delimitadores. Esse percentual é menor do que a soma do imposto sindical (que era de 3,33% ou um dia de trabalho descontado em março, sem teto) e da contribuição assistencial (que variava de 1,5% até 6% em alguns sindicatos).

Exemplos:

Para um bancário com o salário de R$ 4.000,00.
Desconto na folha de setembro: R$ 60,00

Para um bancário com PLR de R$ 6.000,00.
Desconto no PLR: R$ 90,00

Nova gestão do Sindicato

A nova gestão do Bancários Joinville (desde julho/2016) é contra o imposto sindical, por ser uma taxa obrigatória determinada por lei. E sempre defende que a contribuição aos sindicatos seja definida em assembleia, de forma democrática, pelos bancários.

Por esta razão, o Bancários Joinville, em total transparência e respeito à categoria – que afinal é nossa razão de existir, vai devolver os 70% que nos cabem, negociados na mesa da FENABAN pelos representantes sindicais, aos bancários que desejarem, bastando para isso que o bancário apresente o requerimento abaixo à nossa Central de Atendimento, junto de cópia de sua folha de pagamento.

Clique aqui para baixar o modelo de requerimento ]

Precisamos destes documentos para o envio à nossa contabilidade, pois tudo deve estar devidamente regularizado e dentro da lei. O prazo do bancário solicitar será de 30 dias a partir do débito na sua folha de pagamento. O Sindicato terá 30 dias para regularizar.

Para os associados ao Sindicato

Para os associados, não há necessidade do bancário trazer folha de pagamento ou ofício de solicitação. Serão devolvidos os 70% correspondentes à parte que cabe ao Sindicato, de forma automática. Para poder realizar a transferência da conta do Sindicato para a conta do bancário, precisamos aguardar o crédito e a listagem fornecida pelo banco que identifica o valor e o nome do bancário. Isso pode levar algum tempo, pois cada banco envia sua listagem em uma data diferente, alguns chegam a levar 2 meses.

Sou sócio do Sindicato e quero o ressarcimento do valor da contribuição negocial. O que tenho de fazer?

Você não precisa fazer nada.

Sendo sócio do Bancários Joinville, tudo que você tem a fazer é aguardar. O Sindicato precisa receber o crédito do banco e depois receber a listagem com os nomes dos bancários e os valores inividuais de cada um.

Com isso em mãos, passamos a devolver com crédito na conta de cada um.

Já sou sócio do Sindicato, mas também quero contribuir. O que tenho de fazer?

Já o associado que desejar contribuir, para continuar garantindo a luta do Sindicato, deve avisar à entidade por e-mail [ sirlei@bancariosjoinville.com.br ], para que não façamos a transferência.

Por que 70%?

É que são 70% que o Sindicato recebe. Os demais 30% são divididos da seguinte forma: 15% vão para a Federação, 5% para a Confederação e 10% para a Central Sindical. Estes valores não ficam com o Sindicato.

Contribuição negocial é fundamental para garantir direitos da categoria

No entanto, todo bancário e bancária precisam saber que a contribuição negocial é fundamental para garantir os direitos da categoria. Este ano, mesmo sob uma conjuntura adversa, com a reforma trabalhista do governo Temer, a organização da categoria bancária conquistou frente à Fenaban um acordo que prevê aumento real superior aos obtidos por outras categorias no semestre (a média em sete meses foi de 0,97%, enquanto que o aumento real dos bancários será de 1,18%) e a manutenção de todos os direitos previstos na CCT. Um acordo assim só se conquista com força e capacidade de mobilização. E não se faz a luta sem recursos.

A CCT dos bancários é uma das mais completas, com dezenas de cláusulas que garantem uma série de direitos, muitos deles mais vantajosos do que os previstos pela legislação trabalhista.

A reforma trabalhista do governo Temer, feita sob encomenda dos patrões e em especial dos banqueiros, acabou com o imposto sindical sem prever nenhuma outra forma de financiamento das entidades representativas dos trabalhadores, numa clara tentativa de enfraquecer o movimento sindical e, assim, reduzir ainda mais direitos.

Os banqueiros quiseram retirar direitos da CCT, e foi justamente a estratégia dos bancários, discutida nas Conferências Estaduais e na Conferência Nacional, somada à organização dos trabalhadores, que impediu possíveis perdas e garantiu a validade da CCT por dois anos.

A CCT dos bancários é uma das mais completas, com dezenas de cláusulas que garantem uma série de direitos, muitos deles mais vantajosos do que os previstos pela legislação trabalhista. Redação Bancários Joinville

Veja como foram as negociações anteriores com a Fenaban
> 1ª rodada: Bancos frustram na primeira rodada de negociação
> 2ª rodada: Calendário de negociações foi definido
> 3ª rodada: Categoria adoece, mas Fenaban não apresenta proposta
> 4ª rodada: Bancos não avançam nas negociações e insistem em tirar direitos
> 5ª rodada: Campanha 2018: bancos não apresentam proposta
> 6ª rodada: Fenaban oferece reposição da inflação, sem ganho real
> 7ª rodada: Negociação com Fenaban continuará na terça-feira 21
> 8ª rodada: Bancos propõem reajuste insuficiente, com retirada de direitos
> 9ª rodada: Impasse nas negociações; nova rodada neste sábado
> 10ª rodada: Bancos apresentam proposta de reajuste de 5%

Veja como foram as negociações do BB
> 1ª rodada: BB mostra disposição para negociar com funcionários
> 2ª rodada: Resultado da negociação com o Banco do Brasil
> 3ª rodada: Terceira negociação com BB traz poucos avanços
> 4ª rodada: Banco do Brasil propõe reduzir prazo de descomissionamento
> 5ª rodada: Mesa de negociação com BB fica zerada na pauta econômica
> 6ª rodada: Banco do Brasil apresenta proposta insuficiente e incompleta
> 7ª rodada: Mesa do BB continuará junto com a negociação da Fenaban na terça
> 8ª rodada: BB apresenta redação do acordo e negociação continua hoje, 23
> 9ª rodada: BB apresenta proposta final que mantém todos os direitos

Veja como foram as negociações com a Caixa
> 1ª rodada: Empregados e Caixa definem calendário de negociação
> 2ª rodada: Direção da Caixa não garante direitos dos empregados
> 3ª rodada: Governo quer impor o fim do Saúde Caixa
> 4ª rodada: Reunião de Negociação Coletiva com a Caixa Econômica Federal
> 5ª rodada: Caixa apresenta proposta inaceitável
> 6ª rodada: Mobilização traz avanços ainda insuficientes
> 7ª rodada: Negociação com a Caixa continua hoje, 23
> 8ª rodada: Proposta mantém Saúde Caixa e PLR Social

Veja como foram as negociações do Banrisul
> 1ª rodada: Primeira mesa de negociação com o Banrisul termina em frustração
> 2ª rodada: Banrisul sinaliza que irá manter direitos do acordo específico
> 3ª rodada: Terceira mesa de negociação com o Banrisul
> 4ª rodada: Banrisul alega insegurança jurídica e proposta fica para esta terça-feira 28
> 5ª rodada: Banrisul apresenta proposta
> 6ª rodada: Nova mesa do Banrisul

Veja como foram as negociações dos Financiários
> 1ª rodada: Financiários iniciam negociação com Fenacrefi
> 2ª rodada: Financiários tem primeira vitória

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