Opinião 23/10/2018

REDUÇÃO DE POSTOS DE TRABALHO:  as dificuldades crescem e o mundo todo, todos os países, estão preocupado com a redução dos postos de trabalho. Em países que ainda têm um desenvolvimento incipiente, caso do Brasil, o problema é maior porque novas metodologias alcançam ramos semiprofissionalizados, sem capacitação adequada e, portanto, com complicações adicionais para se adaptar aos novos tempos. Apesar de existir mão de obra mais barata em países como o Brasil, o que atrasa a implantação de novas tecnologias, isso não elimina a substituição de pessoas por máquinas ou outras ferramentas.

INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL: por enquanto, há um grande hiato entre os criadores da inteligência artificial (AI), normalmente pessoas idealistas, e as empresas que se utilizam dos benefícios da aplicação desse tipo de inteligência, todas, sem exceção, preocupadas em ganhar dinheiro. Há também muita curiosidade e aí, segundo Max Tegmark, autor do livro “Life 30”, existe algo perigoso, pois pode levar à utilização inconsequente da IA. Contudo, apesar do alerta, ele é otimista e crê que a IA ajudará na eliminação da pobreza e diminuição do sofrimento humano. Não é o que pensamos nós, os trabalhadores. Nós estamos com medo da IA e dos robôs, especialmente porque está claro que eliminam os postos de trabalho, fazendo crescer o desemprego em duas pontas: pela extinção pura e simples do emprego e pela incapacidade do trabalhador se adaptar às novas funções e desafios desta modernidade. Por isso, a procedente crítica contra a falta de treinamento e capacitação do trabalhador brasileiro, cujos índices de produtividade estão abaixo da maioria dos países adiantados.

INVESTIMENTOS CHINESES: é conhecido mundialmente o projeto ou a estratégia “Made in China 2025”, em que autoridades industriais da China procuram reforçar a capacidade das empresas chinesas, visando sua inserção no mercado internacional a partir do desenvolvimento local. Como sempre, esses projetos são criticados no exterior, agora principalmente pelos Estados Unidos, em razão dos subsídios governamentais e protecionismo, que colocam as empresas chinesas em condições vantajosas ou de superioridade em relação à concorrência. Em que pese essa política agressiva da China, ela não está à frente dos Estados Unidos, Japão e Coréia do Sul na quantidade de robôs instalados a cada 10 mil trabalhadores. As diferenças ainda são abissais. No entanto, em 2016, a China instalou mais robôs do que Alemanha e Estados Unidos juntos, sendo previsível que logo alcance cifras também muito expressivas.

BRASIL:  as empresas mais desenvolvidas do Brasil estão passando para mãos estrangeiras (exemplo maior a Embraer), as mais atrasadas estão fechando e a grande maioria está com dificuldades. Num quadro deletério como esse é difícil falar em adotar estratégias de desenvolvimento. Não há subsídio, o governo está falido e podre. A escola nacional é ineficiente e nossos jovens estão à deriva. Não há inteligência no país e desconfia-se que somos um dos povos mais despreparados do mundo. Pior de tudo: as novas eleições não trazem qualquer perspectiva de melhorar. UGTPress

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