Confira data e regras para o recebimento do delta

A Campanha Nacional 2018 garantiu a manutenção do Saúde Caixa para os empregados atuais, além da renovação por dois anos do Acordo Coletivo de Trabalho e do Plano de Cargos e Salários (PCS) 2008. Um dos direitos descritos no PCS é a promoção por mérito, que corresponde ao pagamento do delta (aumento de 2,35% no salário padrão).

Os empregados da Caixa têm até 20 de dezembro para fazer jus ao delta.

O delta é um direito de todos os empregados que estiverem com o PCMSO válido e tiverem realizado ao menos oito horas dos cursos da Universidade Caixa elencados no Programa Agir Certo Sempre até o dia 20/12/2018, além de não apresentar os impedimentos previstos no MN RH 176, que são:

– Ter menos de 180 dias de efetivo no trabalho;
– Estar na última referência salarial do PCS ao qual é vinculado;
– Ter sofrido aplicação de penalidade de suspenção (Ocorrência 60 – Rh053), iniciada em 2018;
– Estar com o contrato de trabalho extinto (RH053, RH087, RH089, RH098);
– Ter sofrido aplicação de penalidade de advertência (Ocorrência 300 – RH053), já tendo recebido outra advertência nos últimos cinco anos;
– Ter recebido registro de censura ética (Ocorrência 1423 – RH013);
– Estar com o contrato de trabalho suspenso em 20 de dezembro de 2018.

Os empregados têm direito a seis horas por mês durante a jornada de trabalho para cursar a Universidade Caixa. Caso esse direito seja impedido, denuncie ao Sindicato.

As denúncias para o Sindicato podem ser feitas enviando uma mensagem através do Canal de Denúncias, ou se preferir, através dos fones 3433-3022/3023 (falar com Presidência ou Jurídico), ou via WhatsApp da entidade (47) 9 9723-2128. Salientamos que esses dados serão mantidos em absoluto sigilo.

Legado é resultado da mobilização

O Plano de Cargos e Salários (PCS) 2008 garante a promoção por antiguidade (a cada dois anos, os trabalhadores têm aumento de um delta) e a promoção por mérito, que aumenta até dois deltas sobre o salário a cada ano.

O PCS 2008 é resultado da mobilização dos empregados da Caixa e foi implantado para dar isonomia entre os bancários que trabalhavam no banco antes de 1998 e os que entraram após aquele ano, quando a empresa pública estava na iminência de ser privatizada no governo de Fernando Henrique Cardoso.

Os empregados voltaram a ter um plano de carreira digno do nome. Por exemplo, o teto do PCS, que no plano de 1998 era de R$ 3.631 saltou para R$ 8.276 no plano conquistado, em 2008, em valores atuais.

“O PCS e o Saúde Caixa são conquistas históricas resultantes da mobilização dos trabalhadores que foram mantidas na Campanha Nacional 2018 através da assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho com validade de dois anos, em meio a uma conjuntura extremamente desfavorável causada pela aprovação da nova lei trabalhista e da eleição de um governo que não esconde sua inclinação privatista”, afirma o coordenador da Comissão Executiva dos Empregados (CEE/Caixa).

Sindicato cobra pagamento de dois deltas por ano

Os empregados foram informados do recebimento do delta muito próximo do prazo limite para o cumprimento das regras. Por essa razão, elas foram simplificadas e os bancários só terão acesso a um delta. Esse cenário tem um aspecto negativo e outro positivo. Por um lado não dá acesso a dois deltas, mas por outro, diminui o risco de não ter acesso ao delta.

Em 2019, as reuniões do grupo de trabalho que debatem o pagamento de dois deltas serão no primeiro trimestre, quando voltarão a ser discutidas as regras de 2017 (que previam os dois deltas).

“No próximo ano, com mais tempo, poderemos estabelecer critérios classificatórios e não eliminatórios, como é o caso da regra definida este ano. Assim, a distribuição de até dois deltas será possível”, afirma o dirigente da Apcef-SP e empregado da Caixa Leonardo Quadros. SEEB – São Paulo

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