Sindicato cobra respostas para mudanças e problemas no Santander

São Paulo – Representantes dos bancários reuniram-se com integrantes do Santander para cobrar respostas sobre aumentos abusivos nos planos de saúde; unificação nos cargos da área operacional; o sistema que determina rotas de deslocamento para o local de trabalho; e os novos modelos de agência que estão sendo implantados. A reunião ocorreu na quinta-feira 13.

Aumentos abusivos no plano de saúde
Em fevereiro de 2017 o banco mudou a operadora do plano de saúde dos bancários. A alteração resultou em aumentos nos valores das mensalidades, implantação de cobrança por faixa etária para os admitidos a partir de fevereiro de 2017, aumentou abusivamente a coparticipação e estendeu a cobrança para todos os procedimentos, inclusive de urgência em hospital.

Em novembro de 2018, os bancários denunciaram as dificuldades para arcar com os gastos em saúde. Alguns relataram que já chegaram a desembolsar mais da metade do salário com o convênio.

O que o Sindicato cobrou na reunião:

– Revisão da cobrança da coparticipação por meio da instituição de um teto mensal;

– Implantação de uma forma diferenciada e menos onerosa de cobrança para os trabalhadores com doenças crônicas;

– Transparência nos reajustes por meio da apresentação detalhada, aos trabalhadores e seus representantes, dos cálculos atuariais que resultarão nos aumentos, antes de aplicá-los aos bancários;

– Negociação com os representantes dos trabalhadores sempre que houver aumentos.

Fusão de cargos na rede de agências
O Sindicato apurou que, a partir de 2019, o Santander começará a implantar um processo de unificação de funções na rede de agências. A informação foi confirmada na reunião de quinta-feira 13, mas os representantes do banco disseram que ainda não há muitos detalhes a respeito dessa mudança.

Os cargos envolvidos serão os de caixas, agente comercial, coordenador de agência, gerente Pessoa Física e assessor Pessoa Física. Os trabalhadores que ocupam essas funções passarão a se chamar gerentes de negócios e serviços. Os representantes do banco disseram que não haverá terceirização de funcionários, e haverá jornadas de oito e seis horas.

A justificativa para essa mudança é que o modelo atual de agência vai acabar. A fim de justificar a mudança, citaram outros setores, como farmácias e companhias aéreas, nos quais os funcionários exercem várias funções. E que essas alterações serão feitas para dar “dinamismo” ao atendimento.

O Sindicato cobrou resposta se essa mudança resultará em desvio de função. Os representantes do banco disseram que nada ainda está definido.

Novo modelo de agência
O banco está criando agências diferenciadas de negócios, chamada work café. O banco afirmou que não houve alteração de jornada dos trabalhadores. No horário normal de expediente, os bancários farão o atendimento. No horário extrajornada – após as 18h, durante a semana, e nos finais de semana – haverá nesses locais um prestador de serviço para dar informações que serão encaminhadas aos bancários. Eles não terão acesso ao sistema.

Nova reunião foi agendada para o dia 29 de janeiro, quando os representantes do Santander devem trazer respostas para os questionamentos dos representantes dos trabalhadores. SEEB – São Paulo

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