Sobre o Dia do Bancário e da Bancária, temos algo a dizer

#SomosTodosBancariosJoinville

Uma greve deflagrada na data de 28 de agosto de 1951 se tornou histórica para a categoria bancária. Foram 69 dias de paralisação com aqueles companheiros enfrentando uma forte repressão na luta melhores condições de trabalho. Desde então, a data ficou conhecida como o Dia do Bancário e é comemorada todos os anos.

Nós, bancários, sempre fomos pioneiros nas mobilizações e nas greves e continuamos uma das mais organizadas do país. Direitos como jornada de 6 horas, descanso aos sábados, VA, VR, PLR, licenças maternidade e paternidade ampliadas, entre outros foram conquistas resultado de muita luta. Você, colega mais novo, precisa saber que nada disso foi dado pelas instituições financieras, mas sim conquistados pelas entidades sindicais.

Além das conquistas da categoria, ao longo da história brasileira, a organização dos bancários foi fundamental nas lutas em defesa da democracia, contra o autoritarismo e na construção de um país mais justo e igualitário.

Neste ano, mais uma vez diante de uma conjuntura de retirada de direitos e ameaças de privatização promovidas pelo Governo Federal, o Dia do Bancário assume um caráter ainda mais importante e simbólico.

Porque estamos em Campanha Salarial e após 23 rodadas de negociação os nossos patrões vem apresentando propostas que não fecham com o lucro que auferiram, pois eles podem atender as nossas reivindicações.

Sindicalismo é resistência. Nós somos o último bastião do trabalhador.

À nossa diretoria, cada vez tenho mais orgulho de todos vocês!

Como escreveu Howard Fast, “Prefiro estar aqui, um homem livre entre irmãos, com uma longa marcha e uma luta difícil pela frente do que ser o cidadão mais rico de Roma engordado com comida que não ganhou e rodeado de escravos”.

Amanhã, dia 28 é o nosso dia. Será uma sexta-feira. Poderíamos estar nos preparando para um final de semana sem covid e com descanso com nossas famílias. Em vez de fazermos isso, provavelmente teremos de combater outra vez. Querem nos arrastar para uma greve que não faz sentido.

Mais uma vez cito Fast, “Talvez não haja paz neste mundo, nem para nós nem para ninguém. Isso não sei. Mas sei que enquanto vivermos temos de nos manter fiéis a nós mesmos”.

Sei que somos irmãos trabalhadores e seguiremos na luta por nossos filhos, para nossos netos, para que os que virão continuem tendo orgulho da nossa história e para que todos nós tenhamos melhores condições de trabalho e um país digno para se viver.

Parabéns, bancário e bancária pelo seu dia!

Valdemar Bruno da Luz Filho, Walter Augusto Hofelmann, Sandro Luis Pereira da Silva, Delfina Andreia Pereira, Jorge Luiz Carvalho do Nascimento, Erno José Müller, Antonio da Luz Vieira, Marcos Roberto Vignola, Antonio Carlos Borges, Bruna Dijean Stahnke Charão, Roberto Maes, Romario Schmoeller, Daniela dos Santos Serafim Heidemann, Juliette Stein Rebello, Gelásio Rech, Gislaine Suhr dos Santos, Juliana Correa Alves Franzoi, Eliane Cristina Ramos, Fabiane Stolle, Camila Diacui Medeiros, Alexandre Ricardo Hanke, Mariléa Simone Cardoso, Cristiane Liermann Cavalheiro, Luan Beckert Correa, Sarita Rocha Araújo, Joacir Casagrande, Renata Bernstorff Clemes, Dulcinéia Aparecida Batista Apati Pinto, Eder Diego Pereira, Eliza Lucinéia Graupe, Soni Ewald Lindermann, Osmar Fagundes, Volnei José da Silva, Herbert Luiz Reinert e Fátima Ideci Corrêa Drum

Bancarios Joinville

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