Banrisulenses de Joinville e Região aprovam proposta de PPR

Com vigência de um ano, acordo aprovado com 83,3% dos votos substitui RV’s

A proposta de PPR do Banrisul foi aprovada nesta sexta, 07/01, pelos (as) bancários (as) da base do Sindicato dos Bancários de Joinville e Região. Dos 12 votantes, 10 votaram Sim (83,8%), 2 votaram Não (16,7%) e ninguém se absteve. A participação foi de 66,66% da base.

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O ACT foi levado à assembleia com avanços estruturais que democratizam o acesso à distribuição de resultados a todo o quadro do Banrisul e, ao mesmo tempo, valorizam o desempenho coletivo, diminuindo o impacto do desempenho individual, como eram as RV’s. Além disso, a partir de agora, os critérios e cálculos para os pagamentos ficam claros para todos.

Baixe a íntegra do ACT de PPR

Vantagens

Quando o debate para construir o ACT de PPR começou em 8 de outubro, a direção do Banrisul pretendia acabar com a PLR social do Banrisul (1,8% do lucro líquido distribuídos linearmente para todos os banrisulenses). A PLR foi mantida no regime atual.

A direção do Banrisul queria fechar um ACT de PPR por dois anos. Os dirigentes conseguiram reduzir para um ano. Isso possibilita que os dirigentes coletem relatos dos banrisulenses e possam voltar à mesa de negociação para aperfeiçoar o PPR em 2022 e selar um novo acordo a partir de janeiro de 2023.

Os dirigentes insistiram e pressionaram na mesa de negociação para duas questões fundamentais. Primeiro, os Operadores de Negócios (ONs) não poderiam ter sua possibilidade de ganhos reduzida com a proposta. Segundo, era que a base da pirâmide, quer dizer, aquelas funções que reúnem o maior número de banrisulenses fosse lembrada. O ACT do PPR passou a contemplar essa função “esquecida” que representa um quarto do quadro funcional do Banrisul. O target cresceu 50% para os escriturários e para os ON’s em relação à proposta original do banco, além da gratificação de ON ter sido acrescida ao valor de referência no cálculo.

Ponto de Partida

“Vejo esse acordo como uma primeira etapa, um ponto de partida”, alerta Luciano Fetzner, presidente do SEEB-Porto Alegre e funcionário do Banrisul. “Ficou visível na plenária do Comando que, ainda que tenhamos avançado bastante em relação à proposta original do banco, tornando-a positiva para a grande maioria dos colegas, o acordo não é perfeito. Uma parcela dos banrisulenses certamente continuará mobilizada em relação ao debate do novo PPR”.

Como o ACT tem vigência de apenas um ano e uma nova campanha salarial da categoria se aproxima, o programa pode ser aperfeiçoado durante este período. Por isso, aponta Luciano, “nosso próximo movimento será procurar o banco para darmos continuidade ao diálogo e construirmos soluções que mantenham todos os nossos colegas motivados, reconhecidos e sustentando um Banrisul forte, lucrativo e público”.

Redação Bancários Joinville com SEEB-Porto Alegre

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