Centrais sindicais Força e UGT estudam fusão

Duas das três maiores centrais do país, a Força Sindical e a UGT (União Geral dos Trabalhadores), discutem uma fusão para criar uma entidade que supere a CUT (Central Única dos Trabalhadores), ligada ao PT, em número de sindicatos e arrecadação.

As conversas sobre a junção, que não haviam prosperado em outros momentos, ganharam força depois que Michel Temer (PMDB) assumiu a Presidência da República interinamente.

A avaliação dos líderes sindicais é que o peemedebista precisa de uma sustentação sindical capaz de se contrapor às ações da CUT – que congrega 21% dos sindicatos do país e tem organizado mobilizações contra o governo do presidente interino.

Juntas, Força e UGT congregariam 27% dos sindicatos, e sua arrecadação 2015 supera em 50% a da CUT.
A fusão também é tida como instrumento de pressão para que o governo Temer não avance com uma proposta de reforma da Previdência que estabeleça idade mínima ou aumente o tempo de contribuição previdenciária.

Pesa ainda a favor da união o fato de que as centrais têm perfis complementares. A Força tem sua base de sindicatos na indústria; a UGT é formada pelos ligados ao serviço.

“Neste novo momento do país precisamos nos juntar”, disse à Folha Ricardo Patah, presidente da UGT. De acordo com ele, a discussão sobre a fusão com a Força vem sendo bem recebida internamente.

O deputado Paulo Pereira da Silva (SD-SP), o Paulinho da Força, afirma ver a junção “com bons olhos”, sob a perspectiva de mais poder de atuação e de pressão em prol das demandas trabalhistas.

Na próxima semana, Paulinho e Patah devem se reunir para avançar no acordo. A ideia, contudo, é não fazer nada a toque de caixa. Como as centrais têm estruturas grandes e há o receio de que dirigentes estaduais fiquem melindrados, ficou acertado que Força e UGT darão início a atividades conjuntas para entrar em sintonia. Folha.com

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